Ação
Título que representa uma fração do capital de uma empresa. Ao comprar uma ação, torna-se coproprietário dessa empresa e tem direito a uma parte dos seus lucros (dividendos) e do seu valor de mercado.
Definições claras dos termos mais usados em finanças pessoais, investimento e imobiliário — sem jargão desnecessário, com contexto português.
Título que representa uma fração do capital de uma empresa. Ao comprar uma ação, torna-se coproprietário dessa empresa e tem direito a uma parte dos seus lucros (dividendos) e do seu valor de mercado.
Distribuição do capital entre diferentes classes de investimento (ações, obrigações, imobiliário, liquidez). É a decisão que mais influencia o retorno e o risco de uma carteira a longo prazo.
Regime de proteção social utilizado sobretudo por funcionários públicos e aposentados. Quem está inscrito paga uma contribuição adicional sobre a remuneração base aplicável, distinta da retenção de IRS e da contribuição para a Segurança Social.
Pagamento parcial ou total do capital em dívida num empréstimo. Ao amortizar, reduz o valor em dívida e consequentemente os juros futuros. Pode ser parcial (reduzindo prestação ou prazo) ou total (liquidação antecipada).
Mede a sensibilidade de um fundo ou carteira face a um índice de referência. Beta igual a 1 significa comportamento alinhado com o benchmark; abaixo de 1 indica menor sensibilidade; acima de 1 indica movimentos mais amplificados.
Valor inicial investido ou emprestado, antes de qualquer juro ou rendimento. É a base sobre a qual os juros (simples ou compostos) são calculados.
Empréstimo bancário destinado à compra, construção ou transferência de casa. O custo real do contrato depende do montante financiado, do prazo, da taxa de juro, das comissões e dos seguros obrigatórios associados.
Empréstimo ao consumo normalmente usado para financiar despesas como obras, educação, saúde, automóvel ou consolidação de encargos. O seu custo real deve ser avaliado sobretudo através da TAEG, do prazo, da prestação mensal e do MTIC.
Regime fiscal e contabilístico em que o rendimento tributável resulta do lucro real da atividade, apurado a partir das receitas e das despesas aceites e devidamente registadas. É mais exigente do ponto de vista documental, mas pode compensar quando a atividade tem custos relevantes.
Acontece quando os juros gerados são adicionados ao capital e passam a gerar novos juros nos períodos seguintes. Num depósito com pagamento no vencimento não existe capitalização intermédia; com pagamentos periódicos e reinvestimento, o ganho final pode ser ligeiramente superior.
Conjunto de todos os ativos financeiros de um investidor — ações, ETFs, obrigações, depósitos, imóveis, etc. A composição da carteira define o perfil de risco e o retorno esperado.
O valor do que se abdica ao fazer uma escolha. Manter dinheiro parado numa conta à ordem tem um custo de oportunidade: o rendimento que esse dinheiro poderia gerar se estivesse investido.
Situação em que as despesas totais, incluindo investimento ou poupança programada, excedem os rendimentos disponíveis num determinado período. Num orçamento familiar, um défice recorrente indica que está a gastar mais do que ganha.
Estratégia de distribuir o investimento por diferentes ativos, setores ou geografias para reduzir o risco. A lógica é que perdas num ativo sejam compensadas por ganhos noutros.
Parte do lucro de uma empresa distribuída aos acionistas. Pode ser pago em dinheiro ou em novas ações. Nem todas as empresas pagam dividendos — muitas reinvestem os lucros para crescer.
Opção fiscal que soma certos rendimentos, como alguns rendimentos de capitais ou mais-valias, ao restante rendimento coletável para serem tributados pelas taxas progressivas de IRS. Pode compensar em alguns perfis, mas deve ser comparado com a tributação separada antes de escolher.
Queda percentual de um investimento desde o seu valor máximo até ao mínimo seguinte. Um drawdown máximo de 50% significa que o investimento perdeu metade do seu valor antes de recuperar.
Filho ou outra pessoa a cargo reconhecida para efeitos fiscais. Em contexto de retenção na fonte, o número de dependentes pode reduzir o valor mensal de IRS retido no salário.
Estratégia de investir montantes fixos em intervalos regulares, como todos os meses, independentemente do preço de mercado. Reduz o risco de investir tudo num pico, mas normalmente deixa parte do dinheiro por investir durante mais tempo.
Valor que sobra depois de subtrair despesas e investimento aos rendimentos totais. Num orçamento familiar, o excedente mensal representa a margem que ainda pode ser alocada a poupança, objetivos ou reforço de liquidez.
Fundo de investimento transacionado em bolsa que replica o desempenho de um índice (como o S&P 500 ou o MSCI World). Combina a diversificação de um fundo com a liquidez de uma ação, geralmente com comissões baixas.
Pessoa singular que exerce uma atividade económica por conta própria sem criar uma sociedade. Pode ficar enquadrada em regime simplificado ou contabilidade organizada, consoante a atividade, a dimensão e a opção fiscal aplicável.
O processo pelo qual os rendimentos gerados por um investimento passam a gerar os seus próprios rendimentos. Com tempo suficiente, o crescimento torna-se exponencial — é o mecanismo central de qualquer estratégia de poupança de longo prazo.
Faixa de rendimento a que corresponde uma taxa marginal específica no sistema progressivo do IRS. À medida que o rendimento aumenta, sobe a taxa aplicada às faixas superiores, sem que todo o rendimento passe automaticamente para essa taxa.
Taxa de referência usada em muitos créditos à habitação de taxa variável em Portugal. Quando a Euribor sobe ou desce, a prestação pode variar depois de aplicado o spread contratual do banco.
Movimento financeiro que tem como objetivo atingir a independência financeira — um ponto em que os rendimentos passivos cobrem as despesas — permitindo reformar antes da idade convencional.
Reserva de liquidez equivalente a 3 a 6 meses de despesas essenciais, guardada em conta acessível. Protege contra imprevistos (desemprego, doença, reparações) sem ter de liquidar investimentos em mau momento.
Em Portugal, o IRS sobre investimentos distingue rendimentos de capitais, como juros e dividendos, de mais-valias na venda de ativos. O enquadramento pode mudar consoante a natureza do rendimento, a origem portuguesa ou estrangeira e a opção por englobamento.
Indicador que mede o desempenho de um conjunto de ativos. O S&P 500 agrega as 500 maiores empresas americanas; o MSCI World cobre cerca de 1.500 empresas de países desenvolvidos. Servem de referência (benchmark) para avaliar o desempenho de investimentos.
Aumento generalizado e sustentado dos preços de bens e serviços. Uma inflação de 3% ao ano significa que 1.000 € de hoje equivalem a 970 € de poder de compra daqui a um ano. Corrói o valor real de poupanças não investidas.
Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Singulares, o principal imposto sobre rendimentos em Portugal. Aplica-se a salários, rendimentos de capital, mais-valias, rendas e outros. As taxas variam entre 13,25% e 48% em função do escalão, com algumas categorias sujeitas a taxas liberatórias fixas.
Regime especial de tributação destinado a jovens até aos 35 anos no início da vida profissional. Permite isenção parcial de IRS durante um período limitado, reduzindo a retenção mensal e aumentando o salário líquido quando os requisitos legais estão cumpridos.
Imposto aplicado a vários atos, contratos e operações em Portugal, incluindo certos créditos e comissões associadas. Em contexto de crédito pessoal, este custo pode estar refletido na TAEG apresentada pelo banco.
Sistema em que os juros gerados num período são adicionados ao capital e passam a gerar novos juros nos períodos seguintes. É o mecanismo mais poderoso do investimento de longo prazo — ver artigo completo no Blog.
Sistema em que os juros são sempre calculados sobre o capital inicial, sem acumulação. Ao contrário dos juros compostos, o crescimento é linear e não exponencial.
Percentagem do valor do imóvel que o banco financia. Em Portugal, os limites mais comuns são 90% para habitação própria e permanente e 80% para segunda habitação ou investimento, embora existam exceções em cenários muito específicos.
Facilidade com que um ativo pode ser convertido em dinheiro sem perda significativa de valor. Dinheiro em conta à ordem é altamente líquido; um imóvel é pouco líquido. A liquidez tem um custo: ativos mais líquidos tendem a render menos.
Entrada única de capital investida de uma só vez. Em comparação com o DCA, tende a oferecer maior retorno esperado quando o horizonte é longo, porque coloca o dinheiro no mercado mais cedo.
Ganho obtido na venda, resgate ou reembolso de um ativo por valor superior ao custo de aquisição e encargos associados. Em investimentos financeiros, entra normalmente na categoria G do IRS; em imobiliário, segue regras próprias.
Sistema organizado de compra e venda de ações e outros valores mobiliários. Inclui bolsas como NYSE, NASDAQ ou Euronext Lisboa. O desempenho histórico de longo prazo dos mercados acionistas globais tem sido positivo, com retornos reais médios de 5–7% ao ano.
Montante Total Imputado ao Consumidor. Representa o valor global pago pelo cliente ao longo do contrato de crédito, somando capital, juros e os custos considerados na proposta. É uma métrica útil para perceber quanto custará realmente o empréstimo no total.
Título de dívida emitido por empresas ou governos. Ao comprar uma obrigação, está a emprestar dinheiro ao emissor em troca de juros periódicos (cupão) e da devolução do capital na maturidade. Geralmente menos voláteis que ações, mas com retorno potencial inferior.
Plano financeiro que organiza todos os rendimentos e despesas de um agregado familiar, normalmente numa base mensal. Ajuda a perceber quanto dinheiro entra, para onde vai e quanto sobra ou falta no final do período.
Parte do rendimento que não é consumida. A taxa de poupança (poupança / rendimento) é o principal motor da acumulação de capital — mais do que o retorno do investimento, especialmente nas fases iniciais.
Define quando recebe os juros de um depósito a prazo. As opções mais comuns são no vencimento, mensal, trimestral, semestral ou anual. Quando os juros são pagos periodicamente e reinvestidos, pode existir um pequeno efeito de capitalização.
Produto financeiro português desenhado para poupança de longo prazo com benefícios fiscais em IRS. À entrada pode permitir dedução à coleta até certos limites e, nos resgates dentro das condições legais, os rendimentos podem ser tributados a 8%. Pode assumir a forma de fundo de investimento ou seguro de capitalização.
PPR gerido por sociedades gestoras de fundos e supervisionado pela CMVM. Tem cotação pública e diária e acompanha a evolução dos mercados. Não oferece capital garantido, mas tende a ter maior potencial de retorno de longo prazo do que um PPR seguro.
PPR gerido por seguradoras e supervisionado pela ASF. Costuma oferecer capital garantido e uma taxa mínima, mas normalmente com menor rentabilidade potencial e menos transparência sobre a composição da carteira.
Montante contratualizado antes de qualquer desconto obrigatório. É o valor de referência para calcular retenção de IRS, Segurança Social e outros encargos que possam incidir sobre a remuneração.
Valor que o trabalhador recebe efetivamente depois de deduzidos IRS, Segurança Social, ADSE e outros descontos aplicáveis. É o montante que entra na conta bancária.
Diagrama visual que representa fluxos de valor entre origens e destinos. Num orçamento familiar, permite ver como os rendimentos se distribuem entre despesas, investimento e poupança disponível.
Sistema público de proteção social financiado por contribuições de trabalhadores e entidades patronais. No salário de um trabalhador por conta de outrem, a contribuição normal suportada pelo trabalhador é 11% e a da empresa 23,75%.
Ajuste periódico da carteira para repor as proporções originais entre classes de ativos. Se ações valorizaram muito e passaram de 60% para 75% da carteira, o rebalanceamento vende parte das ações e compra outros ativos para voltar a 60%.
Rendimento gerado sem trabalho ativo contínuo: dividendos, rendas, juros, royalties. A independência financeira é atingida quando o rendimento passivo cobre as despesas totais.
Valor que recebe efetivamente na conta depois de descontados IRS, Segurança Social e outros descontos obrigatórios. É a referência mais útil para calcular taxa de esforço e capacidade real para suportar uma prestação de crédito.
Em finanças, mede a variabilidade dos retornos de um investimento. Maior risco implica maior potencial de ganho e de perda. O risco não é necessariamente mau — é compensado com retorno esperado mais alto a longo prazo.
Média geométrica do retorno por ano ao longo de um período. É útil para comparar fundos com históricos de duração diferente, mas pode ser enganadora em janelas curtas porque assume um ritmo de crescimento que pode não se repetir no futuro.
Imposto que o banco desconta automaticamente sobre os juros antes de os pagar. Em Portugal, para pessoas singulares sem regime especial, a taxa liberatória padrão é de 28%, embora existam taxas diferentes para Açores e empresas.
Regime em que o rendimento tributável de um trabalhador independente ou ENI é calculado com base em coeficientes aplicados à faturação, em vez de depender exclusivamente do apuramento detalhado do lucro real. Costuma ser mais simples de gerir e mais favorável quando a atividade tem poucos custos.
Percentagem aplicada a um capital durante um período, representando o custo do dinheiro. Pode ser nominal (sem ajuste à inflação) ou real (descontada a inflação). A Euribor é a taxa de referência mais usada em empréstimos habitação em Portugal.
Percentagem do portfolio retirada anualmente para despesas na reforma. A regra dos 4% (ou 25x) sugere que um portfolio bem diversificado suporta retiradas de 4%/ano durante 30+ anos sem se esgotar, com base em dados históricos do mercado americano.
Percentagem do rendimento total que é canalizada para investimento num determinado período. Num orçamento familiar, calcula-se dividindo o montante investido pelos rendimentos totais e multiplicando por 100.
Percentagem do rendimento total que não é consumida em despesas. Num orçamento familiar, é frequentemente usada para medir a margem financeira disponível para construir reservas, investir ou alcançar objetivos futuros.
Percentagem do rendimento mensal líquido destinada ao pagamento de prestações de crédito. Regra geral, recomenda-se que não ultrapasse cerca de 30% a 35%, para reduzir o risco de desequilíbrio financeiro.
Taxa Anual de Encargos Efetiva Global. Inclui juros e encargos obrigatórios do crédito, como comissões e seguros, refletindo melhor o custo real do empréstimo do que a TAN isolada e sendo uma das melhores métricas para comparar propostas.
Taxa anual que representa apenas os juros cobrados pelo banco num crédito. Não inclui comissões, seguros nem outros encargos obrigatórios, pelo que deve ser lida em conjunto com a TAEG.
Taxa anual antes de imposto usada pelos bancos para comunicar a remuneração de depósitos a prazo. Mostra o juro bruto potencial, mas não representa o valor líquido que realmente recebe depois da retenção na fonte.
Percentagem anual do património de um fundo consumida em custos recorrentes de gestão, depósito e operação. Num PPR, a TEC já está normalmente refletida nas rentabilidades publicadas, pelo que serve sobretudo para avaliar a eficiência de custos do produto.
Custo anual total de um fundo ou ETF, expresso em percentagem do valor investido. Um TER de 0,20% significa que por cada 1.000 € investidos, paga 2 € por ano em comissões. Ao longo de décadas, diferenças de TER têm impacto significativo no capital final.
Nome usado para o conjunto das contribuições para a Segurança Social suportadas por trabalhador e empresa. Num contrato típico por conta de outrem, corresponde a 11% a cargo do trabalhador e 23,75% a cargo da entidade patronal.
Value at Risk a 95%: estimativa da perda máxima esperada num período normal com 95% de confiança. Se um fundo tem VaR diário de -2%, isso significa que em 95 de cada 100 dias a perda não deverá exceder 2%, embora nos restantes dias possa ser maior.
Medida da amplitude das variações de preço de um ativo ao longo do tempo. Alta volatilidade significa oscilações maiores (para cima e para baixo). O S&P 500 tem volatilidade anual histórica de cerca de 15–20%. Não é sinónimo de risco de perda permanente.